As vacinas são umas das intervenções de saúde mais eficazes já desenvolvidas.

Cada ano, mais de 100 milhões de crianças são imunizadas contra a tuberculose, poliomielite, sarampo, rubéola e outras doenças. Mas milhões de outras crianças, no Brasil e em outros países, mais pobres, não têm acesso a elas.

Organizações públicas e privadas de todo o mundo têm se reunido em um esforço para imunizar todas as crianças. Em 1999 foi formada a Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI) em busca desta imunização global. Contudo, até hoje, 21 por cento das crianças ainda não têm acesso às vacinas necessárias.


Todos os anos, 2,4 milhões de crianças morrem de doenças evitáveis, apesar da disponibilidade de vacinas eficazes.

Outros milhões sobrevivem, apesar de gravemente prejudicados. Os efeitos de longo alcance das doenças infantis dificultam a capacidade dos que sobrevivem, prejudicando ou mesmo impossibilitando que um dia sejam capazes de trabalhar, cuidar de si mesmos ou de outros. Isto coloca uma pressão sobre as suas famílias e sobre as economias dos países em desenvolvimento.


Uma campanha eficaz de vacinação deve levar em conta que, além do custo, impossível de ser arcado por todos aqueles que necessitam, muitas vezes torna-se praticamente impossível assegurar o transporte seguro das vacinas de alta qualidade.

Entregar vacinas de alta qualidade com segurança requer um apurado sistema de controle de temperatura, chamado de "cadeia fria". As vacinas devem ser transportadas na temperatura correta para evitar que congelem ou se exponham a muito calor.

Infelizmente, em muitos países, inclusive nas regiões mais pobres do Brasil, é difícil assegurar este tipo de transporte do aeroporto para aldeias onde existam crianças que necessitem de vacinas.

 

Nós acreditamos que, um esforço coordenado para desenvolver e distribuir novas vacinas subutilizadas pode salvar milhões de vidas.

 

Contando com a atuação efetiva de governos nacionais, seus parceiros de desenvolvimento global, empresas farmacêuticas, organizações não-governamentais, agentes comunitários de saúde, e os pais das crianças pode-se aumentar o uso de vacinas eficazes, mas subaproveitadas, e introduzir novas vacinas para prevenir um total de 4 milhões de mortes por ano.